Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Sabes o que é um caso perdido?

Há já muito tempo que deixei de lutar por eles. 

Andava a fugir....

... mas sabia que este dia ia chegar. 
Hoje ouvi: se não trocas de telemóvel hoje, nunca mais te telefono! E, pronto, foi isto. Lá tive que me reduzir às evidências.
Adeus Nokia pré histórico que tantas alegrias me deste. Adeus fita-cola que lhe cola o visor ao resto do corpo. Adeus barulhos constantes quando alguém quer ter uma conversa comigo. Adeus mensagens de 1900 e trocó-passo. Adeus imagens que mal se vêem. Adeus. Adeus. Adeus. Hoje é o teu último dia nas minhas lindas e esbeltas mãos.

Já o disse aqui diversas vezes e reforço...

... sou mesmo uma pessoa positiva. E a vida dá-me razões para tal: quando se fecha um porta, abre-se sempre, sempre, sempre, uma ou duas janelas. Creio que o grande ponto é termos vontade de as encontrar. 
Penso mesmo que as pessoas que dizem, ah, só me acontece é cócó (passo a expressão), são as mesmas pessoas que andam de olhos fechados na vida e, desta forma, não prestam atenção aos recados que esta lhes manda. 

Uma pancada. Daquelas.


Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Descoberta semanal...

... adoro, mas adoro, sapatos de salto alto com laço atrás!

Educação.


Por vezes, interrogo-me, quando analiso crianças alheias, qual será a nossa função enquanto (futuros) pais. Enquanto educadores. Enquanto responsáveis. Sinto mesmo que há uma dever (assustador!) quando decidimos ter um filho e sobre a forma como o educamos.
Queremos uma educação cujo objectivo seja criar os melhores profissionais?
Seja gerar os melhores atletas?
Seja incentivar a necessidade permanente de ser o número um?
De ser o melhor?
De superar constantemente: a si e aos outros?
Quanto mais penso e quanto mais assisto a diversas cenas mais me convenço que a nossa função enquanto (futuros) pais é criar bons seres humanos. E aqui a panóplia abre-se e cada um define bons seres humanos à sua maneira.
Entre os valores que eu considero como fundamentais, podia, efectivamente, aqui enumerar trezentos mil pontos que considero altamente relevantes mas, neste role, sou obrigada a incluir sempre o respeito pela liberdade alheia e o civismo.
Este fim-de-semana ainda me foi mais notório a falta de educação que existe nos jovens de hoje.
Fui assistir a um espectáculo. Nesse espectáculo, as pessoas encontravam-se sentadas em bancos corridos, forrados com aquele tecido que parece veludo. Azul. Ao meu lado estava um miúdo. Com bom ar. Ar de menino bem até à sétima casa. Mas, essencialmente, (conclui eu mais tarde) com ar de quem precisava fortemente de levar dois pares de lambadas bem dadas na cara.
A criança (digo criança aplicando aqui um elevado sentido pejorativo: o ser em causa deveria ter 16 anos e isso, sim, leva-me a assumir que as nossas directrizes, aquelas com que nos baseamos para construir um mundo melhor devem estar todas ao contrário) passou o espectáculo todo, mas todo, com o pé debaixo do rabo, portanto, a cagar (reforço este termo por ser, essencialmente, isso que estava a fazer) o banco e, consequentemente, a cagar-me as calças pretas que eu trazia vestidas. Como se não bastasse, passou o espectáculo todo a gozar com as pessoas que nele entravam, cochichando em tom bastante elevado com os amigos que estavam sentados ao seu lado. Não contente com isso, a cada nova gargalhada que dava a gozar com coisas que eu nem percebia que graça tinham (e eu até tenho um sentido de humor apurado), fazia questão de me cravar os cotovelos no braço, seguindo de um (sim, aqui dou a mão à palmatória): desculpe. À primeira uma pessoa ainda sorri e diz não faz mal. Mas, ao fim da décima cotovelada, sempre antecedida por uma piada qualquer brejeira e, onde estava, claramente, a interferir com o meu bem-estar, da minha boca já só saiam rosnares.
Por último, quando a jovem criatura resolve sair, olho para o chão e até amêndoas fui capaz de detectar. Um bocado de papel celofane (não sei de onde veio). Migalhas variadas (não me lembro de o ter visto comer, confesso).
Para concluir, considero sempre demasiada arrogância dizer: “se fosse meu filho, ele não fazia isto senão eu fazia e acontecia” mas quero, quero muito, que os meus filhos sejam pessoas civilizadas. Era algo que me fazia profundamente feliz. Porque mais importante que a nossa liberdade, para mim, é saber que não estou a interferir com a dos outros. 

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

O que te falta para seres feliz?


Se me perguntassem, frontalmente e sem medos, o que é que te falta para seres feliz? Eu ficaria, claramente, pasmada, as minhas feições desceriam e, certamente, interrogariam quem comigo falava.
A verdade é que esta pergunta me causa bastante estranheza.
O que é que me falta para ser feliz? Nada. Rigorosamente nada. Zero. Puto. Sei, com a convicção que sei que estou viva, neste momento que vos escrevo, que sou absolutamente feliz. Tenho os meus momentos de tristeza, sim, claro; tenho os meus momentos de stress no trabalho, ui, isso então, é constante; tenho as minhas birras de sono, em que sinto que o mundo, pronto, é hoje, vai mesmo acabar. Eu tinha a certeza que este dia ia chegar; tenho alturas que me apetece berrar e mandar tudo pastar. Mas sou feliz! Sou plenamente feliz. Tranquilamente serena e feliz. Feliz. À parte das coisas monetárias que me dão alguma felicidade pontual, sei, sei mesmo, que caso não as tivesse continuaria a ser feliz. Igualmente feliz! Nem mais nem menos! Igual. Não é nelas que está a minha felicidade. Cada vez mais me convenço disto.
A minha felicidade está nas minhas pessoas. E nos nossos momentos. Está no meu marido que me observa, todos os dias, com o olhar carregado de amor incondicional, que me mima diariamente, com coisinhas sem importância, aos olhos dos outros; está na minha família, que me apoia, e apoia outra vez , mima, oh se mima, dá-me colo, mais mimos, beijos, conversas e palhaças; está nos meus amigos que transformam os momentos que tamos juntos em autênticas festas de risadas, histórias e amizade ilimitada.
Sou plenamente feliz. E é, exactamente, por estes momentos, uns pequenos, outros nem tanto, mas, directamente, por eles todos, sem qualquer excepção, que vale a pena viver!
O resto? Bem, o resto não interessa, rigorosamente, nada. 

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

A alergia reapareceu.
Ando irritada.
Ando aborrecida.
Apetece-me fugir.
O fugir indeciso com o chorar.
O chorar indeciso com o berrar.
Tenho tanto trabalho que durmo a pensar no que tenho que fazer; depois, tento trabalhar enquanto penso que tenho que descansar.
E a parte boa? 
Bem, a parte boa... é que em menos de quinze dias estou aqui:


Terça-feira, 22 de Maio de 2012

O desporto faz bem à saúde.


Ouço, por todos os lados, que se vão enfiar num ginásio com o objectivo de se tonificar, definir, arredondar, fortalecer, entre outros termos acabados em ir, ar e er.
Por entre as pessoas que frequentam ginásio há uma parte, não sei se esmagadora, que vai, invariavelmente, para se passear, para arranjar amigos e, quiçá, namorados. Nada contra. A verdade é que, a determinada altura das nossas vidas, a oferta começar a ser reduzida e quem ainda não se aviou, anseia para tal. Visão pouco romântica? Talvez, mas não é a minha. Juro-vos! Mas apenas uma constatação dos factos.
Independentemente das razões que levam as pessoas a deslizarem-se pelos corredores dos ginásios, a minha principal razão para fazer desporto é que faz bem à saúde. Incrivelmente, não me refiro à tonificação corporal. Mas antes: mental. E, por desporto, não defino ginásio. O ginásio é uma opção mas não a minha. Nunca foi. (apesar de já o ter feito como complemento ao desporto (lá está, o outro sim: desporto) que fazia.)
A verdade é que ontem estava uma pilha de nervos. Tensa, dorida do stress que carregava nos meus músculos. Sentia-me compacta, os ombros pesados e caídos, sentia-me a explodir a qualquer instante. Só pensava: só espero que não cancelem a aula com esta chuva que, bastante hesitante, não sabe se deve cair ou não.
Não cancelaram e ainda bem: sai de lá nova, a rir-me com tudo, com vontade de conversar, de comentar histórias e novidades. No final de jantar, fui-me aninhando à cadeira, as forças foram caindo e, quando dei por mim, já não respondia a nada. Já não tinha energias, tal era o cansaço. Encostei-me a ele no sofá e bastaram cinco minutos para ferrar. E não pensei em mais uma única preocupação. Nem mais uma.
Se as pessoas que fazem desporto são as mais felizes? Não sei. Mas que, garantidamente, pensam menos em problemas isso é certo.

Domingo, 20 de Maio de 2012

No regaço do teu peito, reencontro a calmia, a minha calmia, toda ela necessária, para relaxar, recarregar-me, sentir os músculos desprenderem-se do cansaço neles amarrado.

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Eu e as tecnologias.


Tenho uma certa relutância com tecnologias, confesso. As minhas relações com automóveis foram todas desastrosas e arrisco-me a dizer: continuam a ser. Se entrarmos nos campos dos telemóveis, já me aconteceu de tudo: desde caírem na sanita, na sargeta, no mar, na barragem, até estarem, constantemente, a escorregarem-me das mãos. O meu actual telemóvel é antigo, está partido, tem fita-cola à volta e, segundo o meu marido, não se consegue ouvir nada quando me ligam. Se evoluirmos e falarmos dos portáteis, bem, não é incomum desatar a bater com os portáteis nas paredes (juro que já me aconteceu tropeçar nos meus próprios pés e espalhar-me ao comprido com o pc nos braços). Não de propósito, obviamente. Estranhamente, não nutro especial interesse em destruir materiais. São simplesmente espasmos do meu corpo que não controlo. Por saber que sou assim, é estranho e parvo, mas evito adquirir novas tecnologias, mesmo se se tratar da mais simples tecnologia imaginável. Não tenho especial motivação por telemóveis, gudgets, televisões, computadores. Não ligo puto. E depois, bem, depois há uma (enorme, no meu ponto de vista!) responsabilidade inerente à utilização dos mesmos. Quando são novos agarro-os, conscientemente, com força para não caírem, penso duas vezes antes de dar um passo ou de os fazer mover de um lado para o outro. E isso deixa-me nervosa. E nervosa e nervosa. 

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Descaradamente infiéis.

O cinema francês está na moda. E eu descobri que até gosto dele. Este filme, descaradamente infiéis, até estava giro. Aqui e ali tocava no Closer. Algumas cenas interessantes ao nível dos diálogos. Enfim. Mas, eis que na última cena, resolvem estragar todo (mas todo!) o filme. Impressionante! Acho mesmo que se quisessem ter feito de propósito não tinham conseguido um final tão péssimo. 

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Quando não sabes o que queres, mantém-te quieto. Estar quieto é uma opção tão válida como outra qualquer. 

Domingo, 6 de Maio de 2012

Amizade é...

... quando entendes a pensamento da outra pessoa, apenas com um olhar.

Quinta-feira, 3 de Maio de 2012


Aiiiiiiiiiiiiii, que nervos!! Que coisa é esta, aquela que nos está sempre a empurrar, aquela força invisível que nos impossibilidade de realizar? Tenho vontade de o fazer, pessoas a incentivar-me, imaginação suficiente e disponibilidade temporal. O que é que falta? O que é que falta? O que é que falta? Não sei se receio de falhar. Medo de investir tempo, horas, minutos de mim para depois, no final, dar em zero. Medo de fornecer expectativas, alimentá-las e depois não cumprir. Medo de quê? Que nervos!!!!